Nações Estelares

T-Ashkeru

Os arquitetos de Thula: descendentes de humanos de Lyra e greys de Sirius B, mestres da adaptação, da genética e da construção

Os T-Ashkeru são um povo humanoide do sistema de Thula (Sirius B), descendente de colonos Taal vindos de Lyra que se misturaram geneticamente com uma população grey local hoje extinta como grupo distinto. Reconhecidos como geneticistas, engenheiros e construtores, têm em Nyan sua capital e se espalharam por colônias em diferentes sistemas estelares, ocupando um papel político e militar de destaque em Sirius B ao lado do Ashtar Galactic Command e da Federação Galáctica dos Mundos.
Os T-Ashkeru são um povo humanoide do sistema de Thula (Sirius B), descendente de colonos Taal vindos de Lyra que se misturaram geneticamente com uma população grey local hoje extinta como grupo distinto. Reconhecidos como geneticistas, engenheiros e construtores, têm em Nyan sua capital e se espalharam por colônias em diferentes sistemas estelares, ocupando um papel político e militar de destaque em Sirius B ao lado do Ashtar Galactic Command e da Federação Galáctica dos Mundos.
Identificação
NomeT-Ashkeru
Plural ou denominação culturalAshkeru-Taal (forma anterior do nome, ainda usada por Danaan); T-Ashkeru-Sharuu (termo aplicado às populações descendentes fora de Nyan, traduzido aproximadamente como “dos outros mundos”).
Nomes alternativos e grafiasTaal-Ashkeru; Ashkeru (forma abreviada usada em algumas fontes secundárias).
Associações recorrentesAshtar Galactic Command; Federação Galáctica dos Mundos; Taal; Myrah.
CategoriaHumanoides
Forma corporalHumanoide
Origem e distribuição
Origem alegadaSem um único mundo de origem: descendem de colonos Taal, linhagem lyrana que passou por Vega antes de se fixar em Sirius B, onde se misturou geneticamente com uma população indígena do tipo grey.
Sistema estelar associadoThula (nome dado por Elena Danaan ao sistema de Sirius B).
Constelação observada da TerraCanis Major
Distribuição atual alegadaSistema de Thula (Sirius B), com Nyan como mundo-capital; presença também em Sathys, sua lua Syan, e Morgha, além de colônias mais distantes em outras constelações, descritas como T-Ashkeru-Sharuu.
Perfil
AparênciaHumanoides um pouco menores e mais esguios do que muitos povos de origem lyrana, com rosto triangular, maçãs do rosto marcadas e olhos grandes, alongados e levemente inclinados — traços que combinam herança lyrana e grey. Tom de pele e cor de cabelo variam entre indivíduos e colônias; alguns grupos são descritos com aparência de traços orientais, outros loiros.
Características culturaisDa tradição lyrana conservam o interesse pelo desenvolvimento das capacidades individuais, alimentação predominantemente vegetal e a integração entre ambiente construído e natureza. Da experiência em Sirius B desenvolveram forte vínculo com ciência, genética, tecnologia e engenharia. A educação valoriza aptidões individuais: crianças com interesses semelhantes aprendem juntas, em vez de seguir um currículo único e padronizado.
Especialidades atribuídasGenética, engenharia, construção e ciência aplicada; materiais resistentes a radiação e superfícies que alternam transparência e opacidade conforme o lado observado; influência tecnológica atribuída a estruturas usadas posteriormente por outras civilizações e pela Federação Galáctica dos Mundos.
Natureza existencial alegadaFísica, humanoide
Densidade ou dimensão alegada
Contexto galáctico
Organizações associadasAshtar Galactic Command — força militar separatista formada por dissidentes da antiga Ashtar Alliance, hoje aliada à Federação Galáctica dos Mundos; alguns T-Ashkeru ocupam posições de destaque em seu comando. Federação Galáctica dos Mundos — cooperação institucional intensificada após a ofensiva de 2022 em Sirius B.
Subgrupos ou ramificaçõesPopulações T-Ashkeru-Sharuu em outros mundos de Thula (Sathys, Syan, Morgha) e colônias mais distantes em outras constelações; algumas preservam grande parte da herança original, outras passaram por novas adaptações e misturas com populações locais.
Linhagem ancestral alegadaDescendem dos Taal, linhagem humanoide associada às antigas civilizações de Lyra; parte dessa linhagem migrou por Vega até Sirius B, onde se cruzou geneticamente com uma população indígena do tipo grey, hoje extinta como grupo distinto.
Relação com a Terra
Relação alegadaContribuição genética alegada ao genoma humano atual (ver Repertório dos 22 Genomas) e participação, através de indivíduos como Myrah, em operações da Federação Galáctica dos Mundos ligadas ao resgate e à recuperação de híbridos e contatados.
Período alegadoContribuição genética situada num passado remoto e indeterminado; contato contemporâneo documentado principalmente a partir dos relatos de Elena Danaan, a partir de 2020.
Origem documental
Primeira mençãoElena Danaan
Obra, entrevista ou relatoA Gift from the Stars: Extraterrestrial Contacts and Guide of Alien Races
Data da primeira menção2020
Antecedentes temáticosO nome Ashtar, associado à história política recente dos T-Ashkeru, circula na cultura contactista desde 1952, quando o norte-americano George Van Tassel afirmou receber comunicações telepáticas de uma entidade com esse nome, apresentada como comandante preocupado com o desenvolvimento de armas nucleares na Terra. Nas décadas seguintes surgiram versões muito diferentes de Ashtar — comandante extraterrestre, mestre espiritual, ser ascensionado, líder de frotas — antes da leitura específica de Danaan sobre os T-Ashkeru, a Ashtar Alliance e o Ashtar Galactic Command.
Proveniência e verificação
Natureza das informaçõesRelatos contactistas e literatura ufológica sem comprovação científica.
Fonte primária contemporânea
Correspondência astronômicaSirius é a estrela mais brilhante do céu noturno, a cerca de 8,6 anos-luz da Terra; o que vemos a olho nu é na verdade um sistema binário, Sirius A e Sirius B. Sirius B é uma anã branca extremamente densa — remanescente estelar com massa próxima à do Sol, mas dimensões comparáveis às da Terra. Buscas de alta resolução não confirmaram planetas orbitando Sirius A ou Sirius B; os mundos Thula, Nyan, Sathys, Syan e Morgha não têm correspondência astronômica reconhecida.
Grau de documentaçãoPovo documentado principalmente na obra de Elena Danaan a partir de 2020, com desenvolvimento posterior em obras, transmissões e no site Galactic Anthropology, que reúne colônias, aparência e história política dos T-Ashkeru ao longo do tempo. O nome Ashtar, associado a parte dessa história, circula na cultura contactista desde a década de 1950, muito antes da cosmologia de Danaan.
Principais divergências ou incertezasO nome Ashtar é usado de formas muito diferentes entre tradições contactistas — de comandante extraterrestre a mestre espiritual ou líder de frotas —, e Danaan separa explicitamente a antiga Ashtar Alliance/Ashtar Collective do Ashtar Galactic Command, distinção nem sempre feita por outras fontes. A composição exata da população indígena de Sirius B misturada pelos Taal (identificada de forma genérica como grey) também não é detalhada com precisão nas fontes disponíveis.
Situação científicaExistência não comprovada; nenhuma evidência científica independente de planetas ou civilização orbitando Sirius B.
Última revisão02/09/2026

Há civilizações que entram nas histórias galácticas por guerras, conquistas ou grandes conflitos. Os T-Ashkeru chamam atenção também por aquilo que sabem fazer.

Na cosmologia de Elena Danaan, eles são conhecidos como excelentes geneticistas, engenheiros e construtores. Suas cidades misturam arquitetura e natureza, seus materiais de construção teriam sido adotados por outros povos e sua educação procura desenvolver as aptidões específicas de cada criança. Mesmo longe de Nyan, algumas de suas colônias continuam sendo reconhecidas justamente pelas cidades que constroem.

E existe uma curiosa coerência nisso tudo: os próprios T-Ashkeru seriam resultado de um projeto genético.

Sua história começa entre os antigos povos humanos de Lyra, passa por Vega e termina — ou talvez comece de verdade — em Sirius B, onde o encontro com uma espécie completamente diferente daria origem ao povo que hoje habita Nyan.

De Vega a Sirius B

Segundo Elena Danaan, os ancestrais dos T-Ashkeru pertenciam aos Taal, uma das grandes linhagens humanas associadas às antigas civilizações de Lyra. Depois das guerras que devastaram aquela região, diferentes grupos Taal se espalharam por outros sistemas.

Uma dessas populações passou por Vega e posteriormente chegou à região de Sirius acompanhada pelos Katayy — outro ramo de origem Taal que também havia vivido em Vega e que, segundo Danaan, estabeleceu sua própria civilização em Kashta, um mundo de Sirius A.

Parte desses colonos acabou chegando a Sirius B e ali encontraram uma população indígena de seres do tipo grey.

Em vez de tentar permanecer biologicamente iguais aos seus antepassados, os colonos Taal teriam recorrido a uma prática que Danaan atribui a diferentes povos de origem lyrana: adaptar sua própria genética às condições do novo ambiente. Nesse caso, cruzaram sua linhagem com a dos greys locais.

Com o passar das gerações, a população grey original desapareceu como grupo distinto, mas sua genética continuou presente no novo povo que surgiu dessa união: os Ashkeru-Taal, ou T-Ashkeru.

A hibridização também aparece em sua aparência. Eles são descritos como um pouco menores e mais esguios do que muitos dos humanos de origem lyrana, com rosto triangular, maçãs do rosto marcadas e olhos maiores, alongados e ligeiramente inclinados.

Os traços são humanos, mas não completamente.

Nyan — ciência, arquitetura e vida cotidiana

O principal mundo T-Ashkeru é Nyan, onde está localizado seu governo. A partir dali, sua civilização se expandiu para outros mundos de Thula e, posteriormente, para sistemas muito mais distantes.

É também em Nyan que aparece uma das características mais marcantes desse povo: a maneira como constroem suas cidades.

Apesar de sua tecnologia avançada, os centros urbanos T-Ashkeru não são descritos como grandes extensões artificiais separadas do ambiente natural. Eles teriam preservado uma antiga tradição lyrana segundo a qual natureza e urbanização devem ocupar proporções semelhantes dentro das cidades.

Os bairros são organizados em distritos, enquanto vegetação, jardins e elementos naturais fazem parte do planejamento urbano. Tecnologia e natureza não aparecem como forças opostas, mas como componentes de um mesmo espaço.

Essa reputação não se limita ao desenho das cidades.

Danaan atribui aos T-Ashkeru a criação de materiais extremamente resistentes a diferentes tipos de radiação, adequados a ambientes planetários muito distintos. Um deles teria uma propriedade particularmente incomum: ser translúcido quando observado de um lado e opaco quando visto do outro. Segundo a Encyclopedia Galactica, técnicas de construção desenvolvidas em Sirius B acabaram influenciando outras civilizações da galáxia.

Há detalhes mais cotidianos também.

A alimentação T-Ashkeru é descrita como predominantemente vegetal, seguindo outra tradição atribuída aos antigos povos de Lyra. Em um relato de 2023 sobre uma visita a Nyan, Danaan descreveu ainda refeições produzidas por replicadores e uma espécie de mapa holográfico utilizado para visualizar diferentes sistemas e mundos da região.

São pequenos detalhes, mas ajudam a formar uma imagem menos abstrata de Nyan: não apenas uma capital galáctica ou sede de governo, mas um lugar onde pessoas vivem, estudam, trabalham, comem e constroem suas cidades.

Uma escola para cada talento

A educação é outro aspecto curioso da cultura T-Ashkeru.

Segundo Danaan, as crianças não seguem necessariamente um único percurso escolar padronizado. Suas aptidões são observadas desde cedo e elas passam a estudar com outras crianças que demonstram habilidades ou interesses semelhantes.

A ideia não seria formar grupos de “melhores” e “piores”, mas criar ambientes nos quais cada capacidade pudesse ser desenvolvida com maior profundidade.

Uma criança com determinada inclinação teria ao seu redor outras crianças igualmente interessadas naquela área. Em vez de competir entre si, elas seriam incentivadas a trocar experiências, estimular umas às outras e avançar juntas.

É uma visão de educação bastante diferente daquela baseada apenas em um currículo igual para todos.

A pergunta central deixa de ser simplesmente “o que toda criança precisa aprender?” e passa a incluir também “no que esta criança pode se tornar realmente boa?”

Ashtar — uma história bem mais antiga

É difícil falar dos T-Ashkeru sem chegar ao nome Ashtar.

Mas Ashtar não começa com Elena Danaan.

O nome circula na cultura dos contatados desde os anos 1950. Em 1952, o norte-americano George Van Tassel afirmou receber comunicações telepáticas de uma entidade chamada Ashtar, apresentada como comandante de forças espaciais preocupadas, entre outras coisas, com o desenvolvimento de armas nucleares na Terra.

A história se espalhou rapidamente pelo movimento contactista. Nas décadas seguintes surgiram diferentes pessoas alegando contato com Ashtar, e o personagem passou a aparecer associado a enormes frotas, confederações extraterrestres e movimentos espiritualistas.

Danaan incorpora esse nome a sua própria cosmologia, mas lhe dá outra interpretação.

Em sua versão, Ashtar seria originalmente um título militar, e não necessariamente o nome de uma única pessoa. Ela também diferencia duas organizações que muitas vezes aparecem misturadas em outras tradições: a antiga Ashtar Alliance, também chamada Ashtar Collective, ligada a Sirius B, e o Ashtar Galactic Command, formado posteriormente por dissidentes.

É nessa segunda estrutura que os T-Ashkeru ganham um papel importante.

Quando uma aliança é tomada por dentro

Segundo a narrativa apresentada por Danaan, diferentes civilizações da região de Sirius formaram no passado uma estrutura defensiva conhecida como Ashtar Alliance, ou Ashtar Collective.

Com o tempo, essa organização teria sido progressivamente infiltrada por forças ligadas aos Nebu e aos Ciakahrr, duas das grandes potências hostis presentes em sua cosmologia.

Os relatos mais antigos sobre Thula descrevem uma situação politicamente complicada. T-Ashkeru dividiam alguns mundos com diferentes populações reptilianas e híbridas, o que exigia acordos diplomáticos e até compartilhamento de tecnologia.

Parte dos integrantes da Ashtar Alliance percebeu o que estava acontecendo e abandonou a organização.

Desse rompimento teria surgido o Ashtar Galactic Command: uma força militar independente e móvel que passou a cooperar com a Federação Galáctica dos Mundos contra os mesmos grupos que haviam infiltrado a antiga aliança.

Os T-Ashkeru possuem uma relação importante com essa estrutura. Alguns deles são descritos ocupando posições elevadas no comando, enquanto outros atuam diretamente dentro da Federação Galáctica dos Mundos e de seu programa de enviados.

A história política de Sirius B mudaria novamente após a queda dos Nebu. Na cronologia posterior divulgada por Danaan, os povos do sistema teriam se levantado contra a estrutura que ainda controlava parte de Thula. Em 2022, ela relatou uma operação envolvendo forças locais, o Ashtar Galactic Command e a Federação Galáctica dos Mundos que teria encerrado o domínio da antiga Ashtar Alliance.

Na narrativa de Danaan, os T-Ashkeru passam assim de habitantes de um sistema politicamente infiltrado a participantes ativos de sua libertação e reorganização.

Muito além de Nyan

A expansão T-Ashkeru começou dentro do próprio sistema de Thula.

Além de Nyan, a Encyclopedia Galactica registra sua presença em Sathys, em sua lua Syan e em Morgha. As populações desses outros mundos aparecem sob o nome T-Ashkeru-Sharuu; a palavra Sharuu é traduzida como algo próximo de “dos outros mundos”, em referência à origem dessas comunidades fora de Nyan.

Mas a expansão não parou em Sirius B.

As duas edições da Encyclopedia Galactica apresentam diferentes povos derivados de colônias T-Ashkeru, e alguns deles ajudam a perceber até onde essa civilização teria se espalhado.

Os Urumir, por exemplo, estabeleceram-se em Dor Umiron, no sistema Azaran. A mudança de ambiente teria deixado sua pele com tonalidade bronze e os olhos dourados, mas uma característica de Nyan permaneceu evidente: suas cidades são descritas como particularmente belas, construídas com as técnicas de engenharia trazidas de Sirius B.

Os Ymtaal-Sassu escolheram um caminho completamente diferente. Eles vivem em Sas 4, um mundo coberto principalmente por oceanos. Como parte das massas continentais fica muito próxima da superfície da água, desenvolveram cidades parcialmente submersas, alimentadas pela energia constante das ondas. São descritos como um povo amistoso, ligado à Federação e próximo do Ashtar Galactic Command.

Há ainda histórias que parecem quase pequenas aventuras dentro do catálogo.

Os Tash eram originalmente um grupo de cientistas de Nyan em missão para procurar novos minerais e materiais capazes de melhorar o desempenho de suas naves. Perseguidos por uma força Ciakahrr, acabaram caindo em Akrom VIII, no sistema Phaerak.

A nave foi destruída e as comunicações deixaram de funcionar. Isolados, os cientistas entraram inicialmente em conflito com os Khroll, habitantes locais que ainda possuíam um nível tecnológico inferior ao deles. Quando equipes da Federação finalmente encontraram os Tash, os dois povos já começavam a estabelecer comunicação e acordos de paz.

Para não interferir no desenvolvimento dos Khroll, os Tash decidiram permanecer no planeta sem utilizar tecnologias acima do nível disponível à população local. Com o tempo, segundo Danaan, as duas culturas evoluíram juntas até formar uma civilização capaz de viajar pelo espaço.

Outras colônias mostram transformações ainda mais radicais.

Os Jiyal, estabelecidos em Jaktra, voltaram a misturar sua genética com uma população grey local chamada Khree, tornando-se menores e adquirindo uma pele acinzentada. Já os Sabhu-El, descritos posteriormente na Encyclopedia Galactica, adaptaram-se à vida nas camadas atmosféricas de um gigantesco planeta gasoso: sua pele teria adquirido tons azulados e suas pupilas se tornado verde-metálicas, enquanto cidades e grandes estruturas antigravitacionais permanecem suspensas entre as nuvens.

O catálogo T-Ashkeru, portanto, não termina em Nyan. Há povos que ainda carregam sua arquitetura, outros que conservaram suas relações políticas e outros que, depois de milhares de anos em ambientes diferentes, quase poderiam ser considerados novas espécies.

Uma pequena parte de nós?

Existe ainda uma ligação curiosa com a humanidade terrestre.

Em The Seeders, Elena Danaan apresenta aquilo que chama de “Repertório dos 22 Genomas”, uma lista de contribuições genéticas extraterrestres que, segundo sua cosmologia, fariam parte da composição da humanidade atual.

Nessa relação, os T-Ashkeru aparecem na posição 18.

Isso colocaria uma pequena parcela de sua linhagem entre os elementos utilizados na criação ou modificação genética dos humanos da Terra.

Naturalmente, essa afirmação pertence ao universo contactista de Danaan e não possui reconhecimento na genética científica. Dentro de sua cosmologia, porém, ela cria mais uma ligação entre Nyan e a Terra e ajuda a explicar por que os T-Ashkeru aparecem também associados a atividades da Federação em nosso sistema.

Sirius B — o que a astronomia observa

As estrelas envolvidas nessa história existem.

Vega, por onde a linhagem Taal teria passado antes de chegar a Sirius, é uma estrela real situada na constelação de Lyra, a cerca de 25 anos-luz da Terra. É uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno e possui um extenso disco de detritos observado por diferentes telescópios.

Sirius está muito mais perto, a aproximadamente 8,6 anos-luz, na constelação do Cão Maior. Aquilo que vemos a olho nu como uma única estrela corresponde a um sistema binário formado por Sirius A e Sirius B.

Sirius A é a estrela extremamente brilhante que domina o sistema. Sirius B é uma anã branca, o remanescente compacto de uma estrela que já esgotou seu combustível nuclear. Apesar de possuir uma massa semelhante à do Sol, seu tamanho é comparável ao da Terra.

As duas estrelas orbitam uma à outra aproximadamente a cada 50 anos.

Até o momento, não existem planetas confirmados orbitando Sirius A ou Sirius B. Observações astronômicas modernas estabeleceram limites cada vez mais precisos para possíveis companheiros, mas nenhum dos mundos descritos nos relatos contactistas foi identificado.

Por isso é importante fazer uma distinção clara: Thula é o nome dado por Danaan ao sistema planetário que ela associa a Sirius B; Nyan, Sathys, Syan e Morgha são mundos pertencentes a essa cartografia relatada, e não objetos reconhecidos atualmente pela astronomia.

Da mesma forma, a astronomia reconhece Sirius como um sistema binário A/B; propostas históricas de uma terceira estrela no sistema não foram confirmadas.

Uma coisa é aquilo que nossos instrumentos conseguem observar.

Outra é aquilo que os relatos contactistas afirmam existir.

As Nações Estelares exploram esse segundo território sem transformar relato em comprovação científica — e sem perder de vista o que a astronomia realmente conhece.

Uma história escrita entre as estrelas

A parte mais interessante dos T-Ashkeru talvez não esteja apenas em seus olhos grandes, em sua genética ou nas tecnologias atribuídas a eles.

Está na trajetória que conecta tudo isso.

Eles descendem de outro povo. Migraram. Encontraram uma espécie diferente. Misturaram-se. Criaram uma nova civilização. Construíram cidades, atravessaram conflitos políticos e depois espalharam colônias por outros sistemas. Algumas conservaram quase intacta a cultura de Nyan; outras voltaram a alterar sua aparência, seus costumes e até sua genética.

Em que momento um povo deixa de ser aquilo que era e passa a ser outra coisa?

Pode ser que esse momento nem exista.

Os T-Ashkeru continuam sendo herdeiros dos Taal sem serem simplesmente Taal. Carregam genética grey sem serem greys. São habitantes de Sirius embora sua história tenha começado muito longe dali. E algumas de suas colônias continuam reconhecendo Nyan como origem mesmo depois de terem se tornado fisicamente muito diferentes dos habitantes daquele mundo.

Existe uma ideia muito terrestre escondida nessa história. Durante milhares de anos, nós também migramos, encontramos outros povos, misturamos culturas, genes, línguas, religiões e maneiras de viver.

Nenhuma identidade humana permaneceu intacta através do tempo, por isso seguimos tentando descobrir de onde viemos.

Identificação
NomeT-Ashkeru
Plural ou denominação culturalAshkeru-Taal (forma anterior do nome, ainda usada por Danaan); T-Ashkeru-Sharuu (termo aplicado às populações descendentes fora de Nyan, traduzido aproximadamente como “dos outros mundos”).
Nomes alternativos e grafiasTaal-Ashkeru; Ashkeru (forma abreviada usada em algumas fontes secundárias).
Associações recorrentesAshtar Galactic Command; Federação Galáctica dos Mundos; Taal; Myrah.
CategoriaHumanoides
Forma corporalHumanoide
Origem e distribuição
Origem alegadaSem um único mundo de origem: descendem de colonos Taal, linhagem lyrana que passou por Vega antes de se fixar em Sirius B, onde se misturou geneticamente com uma população indígena do tipo grey.
Sistema estelar associadoThula (nome dado por Elena Danaan ao sistema de Sirius B).
Nome histórico alegado (narrativa Anakh)
Constelação observada da TerraCanis Major
Distribuição atual alegadaSistema de Thula (Sirius B), com Nyan como mundo-capital; presença também em Sathys, sua lua Syan, e Morgha, além de colônias mais distantes em outras constelações, descritas como T-Ashkeru-Sharuu.
Perfil
AparênciaHumanoides um pouco menores e mais esguios do que muitos povos de origem lyrana, com rosto triangular, maçãs do rosto marcadas e olhos grandes, alongados e levemente inclinados — traços que combinam herança lyrana e grey. Tom de pele e cor de cabelo variam entre indivíduos e colônias; alguns grupos são descritos com aparência de traços orientais, outros loiros.
Características culturaisDa tradição lyrana conservam o interesse pelo desenvolvimento das capacidades individuais, alimentação predominantemente vegetal e a integração entre ambiente construído e natureza. Da experiência em Sirius B desenvolveram forte vínculo com ciência, genética, tecnologia e engenharia. A educação valoriza aptidões individuais: crianças com interesses semelhantes aprendem juntas, em vez de seguir um currículo único e padronizado.
Especialidades atribuídasGenética, engenharia, construção e ciência aplicada; materiais resistentes a radiação e superfícies que alternam transparência e opacidade conforme o lado observado; influência tecnológica atribuída a estruturas usadas posteriormente por outras civilizações e pela Federação Galáctica dos Mundos.
Natureza existencial alegadaFísica, humanoide
Densidade ou dimensão alegada
Contexto galáctico
Organizações associadasAshtar Galactic Command — força militar separatista formada por dissidentes da antiga Ashtar Alliance, hoje aliada à Federação Galáctica dos Mundos; alguns T-Ashkeru ocupam posições de destaque em seu comando. Federação Galáctica dos Mundos — cooperação institucional intensificada após a ofensiva de 2022 em Sirius B.
Subgrupos ou ramificaçõesPopulações T-Ashkeru-Sharuu em outros mundos de Thula (Sathys, Syan, Morgha) e colônias mais distantes em outras constelações; algumas preservam grande parte da herança original, outras passaram por novas adaptações e misturas com populações locais.
Linhagem ancestral alegadaDescendem dos Taal, linhagem humanoide associada às antigas civilizações de Lyra; parte dessa linhagem migrou por Vega até Sirius B, onde se cruzou geneticamente com uma população indígena do tipo grey, hoje extinta como grupo distinto.
Povos relacionadosTaal; Katayy (povo que teria levado os primeiros colonos a Sirius B).
Relação com a Terra
Relação alegadaContribuição genética alegada ao genoma humano atual (ver Repertório dos 22 Genomas) e participação, através de indivíduos como Myrah, em operações da Federação Galáctica dos Mundos ligadas ao resgate e à recuperação de híbridos e contatados.
Período alegadoContribuição genética situada num passado remoto e indeterminado; contato contemporâneo documentado principalmente a partir dos relatos de Elena Danaan, a partir de 2020.
Contribuição genética alegadaIncluídos no chamado Repertório dos 22 Genomas apresentado por Elena Danaan em The Seeders, na posição 18 entre as contribuições extraterrestres alegadas ao genoma humano atual.
Origem documental
Primeira mençãoElena Danaan
Obra, entrevista ou relatoA Gift from the Stars: Extraterrestrial Contacts and Guide of Alien Races
Data da primeira menção2020
Antecedentes temáticosO nome Ashtar, associado à história política recente dos T-Ashkeru, circula na cultura contactista desde 1952, quando o norte-americano George Van Tassel afirmou receber comunicações telepáticas de uma entidade com esse nome, apresentada como comandante preocupado com o desenvolvimento de armas nucleares na Terra. Nas décadas seguintes surgiram versões muito diferentes de Ashtar — comandante extraterrestre, mestre espiritual, ser ascensionado, líder de frotas — antes da leitura específica de Danaan sobre os T-Ashkeru, a Ashtar Alliance e o Ashtar Galactic Command.
Proveniência e verificação
Natureza das informaçõesRelatos contactistas e literatura ufológica sem comprovação científica.
Fonte primária contemporânea
Correspondência astronômicaSirius é a estrela mais brilhante do céu noturno, a cerca de 8,6 anos-luz da Terra; o que vemos a olho nu é na verdade um sistema binário, Sirius A e Sirius B. Sirius B é uma anã branca extremamente densa — remanescente estelar com massa próxima à do Sol, mas dimensões comparáveis às da Terra. Buscas de alta resolução não confirmaram planetas orbitando Sirius A ou Sirius B; os mundos Thula, Nyan, Sathys, Syan e Morgha não têm correspondência astronômica reconhecida.
Grau de documentaçãoPovo documentado principalmente na obra de Elena Danaan a partir de 2020, com desenvolvimento posterior em obras, transmissões e no site Galactic Anthropology, que reúne colônias, aparência e história política dos T-Ashkeru ao longo do tempo. O nome Ashtar, associado a parte dessa história, circula na cultura contactista desde a década de 1950, muito antes da cosmologia de Danaan.
Principais divergências ou incertezasO nome Ashtar é usado de formas muito diferentes entre tradições contactistas — de comandante extraterrestre a mestre espiritual ou líder de frotas —, e Danaan separa explicitamente a antiga Ashtar Alliance/Ashtar Collective do Ashtar Galactic Command, distinção nem sempre feita por outras fontes. A composição exata da população indígena de Sirius B misturada pelos Taal (identificada de forma genérica como grey) também não é detalhada com precisão nas fontes disponíveis.
Situação científicaExistência não comprovada; nenhuma evidência científica independente de planetas ou civilização orbitando Sirius B.
Última revisão02/09/2026

Myrah — quando uma civilização ganha um rosto

Conhecer os T-Ashkeru é descobrir um povo, um planeta e uma cultura. Com Myrah, conhecemos também a história de uma pessoa. Filha de pai Ahel e mãe T-Ashkeru, ela possui uma aparência mais próxima dos humanoides lyranos do que muitos habitantes de Nyan, embora conserve traços T-Ashkeru como o rosto triangular e os grandes olhos verdes.

Segundo Elena Danaan, Myrah nasceu em Nyan e passou décadas trabalhando em nosso Sistema Solar para o corpo médico da Federação Galáctica dos Mundos. Começou como médica de bordo, atuou como oficial médica em uma estação orbital e especializou-se em pesquisa biotecnológica e neuroimplantes. Atualmente é descrita como oficial de pesquisa biotecnológica do centro médico de Ushu-ri, na capital de Nyan.

Myrah ocupa também um lugar pessoal nos relatos de Danaan. Elena afirma que ela fazia parte da equipe que a resgatou quando criança e que foi nesse episódio que as duas se conheceram. Décadas depois, Myrah continuaria aparecendo em seus relatos como amiga, médica e uma das pessoas através das quais Elena diz ter conhecido mais de perto a vida em Nyan.

Durante operações de resgate de crianças ligadas a um antigo programa de hibridização atribuído aos Nebu, Myrah teria trabalhado em sua recuperação e reabilitação e adotado uma delas, Gaia, que posteriormente passou a atuar ao seu lado como assistente. Ela também possui marido, Jaykar, e dois filhos, Daram e Kori-Jen. Assim, além de sabermos sua origem e profissão, temos algo pouco comum nesses relatos: informações sobre a carreira, a família e alguns acontecimentos da vida de um membro específico de uma civilização extraterrestre.

Beleza em nível galáctico

Na Encyclopedia Galactica, as mulheres T-Ashkeru são descritas como célebres em toda Nataru (como a Via Láctea é chamada na obra de Elena Danaan) por sua beleza e sensualidade. É um detalhe curioso, porque mostra que esse povo não seria conhecido apenas por sua ciência, arquitetura ou importância política, mas também pela presença marcante de suas mulheres.

Essa fama é associada a uma combinação de leveza, elegância e magnetismo. Olhos grandes e alongados, rosto fino, porte delicado e movimentos fluidos comporiam uma beleza muito particular, ligada não só à aparência, mas também à postura, à graça e à forma de se apresentar.

Em uma cultura que valoriza a harmonia entre natureza, arquitetura e refinamento, esse senso estético parece se estender também ao modo de vestir e de viver. Assim, as mulheres de Thula acabaram se tornando uma espécie de símbolo do próprio povo T-Ashkeru: sofisticadas, serenas, sensuais sem vulgaridade e lembradas muito além de seu mundo de origem.

O Grande Verão de Thula

Em A Gift from the Stars, Elena Danaan descreve uma particularidade do sistema de Thula: aproximadamente a cada 60 anos terrestres, ele se aproximaria de Ashkera — Sirius A. Os diferentes povos da região dariam a esse período um nome bastante sugestivo: o Grande Verão.

Danaan não explica quanto essa aproximação modificaria a temperatura de Nyan, quanto tempo o fenômeno duraria ou de que maneira seus habitantes se preparariam para ele. Sabemos apenas que Thula reuniria mundos com condições ambientais muito diferentes, de regiões áridas a climas tropicais e temperados. O nome, porém, deixa uma imagem difícil de ignorar: em Nyan, existe um “verão” que uma pessoa pode ver chegar apenas algumas vezes ao longo da vida.

Fontes consultadas

1. Elena Danaan. A Gift from the Stars: Extraterrestrial Contacts and Guide of Alien Races. 2020. Fonte inicial identificada para os T-Ashkeru, sua origem Taal/Sirius B e aparência geral. ↗︎

2. Elena Danaan. The Seeders: The Return of the Gods. 2022. Fonte para o Repertório dos 22 Genomas e a posição atribuída aos T-Ashkeru nele. ↗︎

3. Elena Danaan. Myrah — Interstellar Contacts. elenadanaan.org. Página dedicada à contatada T-Ashkeru Myrah: aparência, profissão e ligação com a Federação Galáctica dos Mundos. ↗︎

4. Galactic Anthropology. "Sirius B (Thula)". 11 de outubro de 2023. Utilizado para o sistema de Thula, os mundos Nyan/Sathys/Syan/Morgha e a dissolução do Ashtar Collective. ↗︎

5. Galactic Anthropology. "The T-Ashkeru and their Colonies". 21 de dezembro de 2025. Fonte para o termo T-Ashkeru-Sharuu, a lista de colônias e a diversidade de aparência entre populações descendentes. ↗︎

6. Galactic Anthropology. "The Ashtar Galactic Command and the Ashtar Collective". 23 de dezembro de 2021. Fonte para a distinção entre a antiga Ashtar Alliance/Collective e o Ashtar Galactic Command na cosmologia de Danaan. ↗︎

7. Wikipedia. "Ashtar (extraterrestrial being)". Fonte para o contato original de George Van Tassel com "Ashtar" em 1952 e a evolução posterior do mito na cultura contactista. ↗︎

8. Bonnefoy, A. et al. "An Imaging Search for Post-main-sequence Planets of Sirius B". The Astronomical Journal, 2022. Fonte astronômica para a busca por planetas ao redor de Sirius B, sem detecções confirmadas. ↗︎

9. Space.com. "Sirius: The brightest star in Earth's night sky". Fonte para dados gerais do sistema Sirius A/Sirius B: distância, natureza binária e características de Sirius B como anã branca. ↗︎

Ohorai

Boötes · Humanoides Azuis

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Alpha Draconis · Império Reptiliano

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